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Poesia Maldita

03/02/2009 GMT 1

Luminosa Penumbra

alexandreramalhao @ 21:56

alinhava no ceu o sol resoluto,
corria o vento assobiando,
testemunhas de um pobre vulto,
Que a rua subia palrando.

cruzava a esquina e espreitava,
Perigo algum via no horizonte,
apenaso peito aquecia e acelerava,
com um simples beijo na fronte.

- Meu principe encantado!
- Minha princesa adorada!
- És o meu eterno enamorado!
- E tu, a minha sempre amada!

Palavras soltas naquele afoguear,
Intervalo dos beijos acalentados,
São toques de um simples amar,
União de tantos apaixonados.

- Não vás! Fica comigo!
Fica meu namorado!
- Temos de ir, e vens comigo,
o que é teu está aqui guardado!

De novo os beijos soam intensamente,
Todo o frio da noite reaparece,
Separam-se quase fatidicamente,
Dor que o amor adormece.

Entre dor e sonhos vão caminhando,
Pedras mudas que a dor sustem,
Daqueles que assim vão sonhando,
Corações de amor não mentem!

A penumbra vem desamparada,
Negro véu sem importância,
Que na face trás gravada,
A saudade naquela distância.

Pousam a cabeça a devanear,
Pela metade, uma só comocao,
é maravilhoso assim sonhar,
É único sentir um coracao!

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